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Fique Em Casa
Em meio à pandemia que estamos vivendo, esta frase “fique em casa”, tem sido uma das mais comentada nas rodas de conversa virtual e nas propagandas, tanto de governo, quanto das redes de televisão. A história nos deixa vários exemplos de confinamento, porém, vou comentar a respeito de dois registros bíblicos que já aconteceram, o Dilúvio (Gn. 6-9) e a morte dos primogênitos (Êx. 12), e um terceiro que está para acontecer, o Arrebatamento (1 Ts. 4:13–18). Neste artigo quero analisar como foi feita a logística desses acontecimentos e assim, trazermos mais subsídios para nossa sociedade atual.
Em primeiro lugar vamos analisar sobre o dilúvio. Deus sempre avisa com antecedência a respeito do que pretende fazer na terra, ou com alguém, ou com algum povo (Am.3:7). Como “Noé andava com Deus” (Gn. 6:9), Deus revelou a ele que traria destruição sobre a terra (Gn. 6:13). Diante dessa decisão divina, Deus deu todas as orientações necessárias para que Noé e sua família (Gn. 6:18) ficassem em confinamento durante o juízo que Ele traria para toda a humanidade (Gn. 6:14-22; 7:1-16). Fico imaginando o trabalho árduo de Noé, para construir a arca, preparar provisão para um tempo indeterminado de confinamento, organizar e controlar os casais de animais que entrariam com ele na arca e, em paralelo a tudo isso, enfrentar as críticas e desprezos dos que o observavam durante esse processo de preparação. Lembrando que as justificativas de Noé eram consideradas absurdas, visto que até então nunca havia chovido sobre a terra.
Somente depois que Noé e sua família entraram na arca e já estavam em segurança, é que veio a destruição. Noé fez sua parte em todo o processo de construção da arca e logística para um confinamento seguro, e por isso Deus pode realizar fora da arca tudo o que Ele havia planejado fazer. Pela Bíblia, entendemos que Noé ficou mais de um ano (Gn. 7:11; 8:13-14) confinado naquela arca e, como as instruções dadas por Deus foram seguidas à risca, toda sua família se salvou e puderam repovoar a terra. Noé tinha provisão de alimentos para a subsistência, tanto de sua família, quanto de todos os animais que entraram com ele na arca. Apesar de fazer testes com um corvo e depois com uma pomba, Noé só saiu da arca quando Deus o autorizou (Gn. 8:15-19).
Outro fato de confinamento registrado na Bíblia e que quero destacar, é quando Deus avisou Moisés que o Anjo da Morte passaria na terra do Egito (Êx. 11). Faraó estava com o coração endurecido a tal ponto, que se opunha a libertar o povo judeu. Assim, para libertar Seu povo, a quem havia feito promessas, Deus precisou agir de forma extrema; em contraponto, não podemos esquecer que na época do nascimento de Moisés, o Pai do então Faraó tinha dado ordens para que se matasse todos os recém nascidos judeus, do sexo masculino, mas, por um propósito divino, Moisés sobreviveu e foi criado pela própria filha do Faraó (Êx. 2:1-10).
Além de Deus avisar com antecedência a respeito da morte dos primogênitos, Ele deu as orientações necessárias para que o povo hebreu ficasse em confinamento domiciliar, inclusive que, se sua família fosse pequena, se juntasse com outra família para que não sobrasse comida, evitando o desperdício (Êx. 12:4). Em paralelo às orientações sobre o preparo da alimentação, foi estabelecido um compromisso de aspergir sangue nos umbrais das portas, pois essa seria a marca para livrar da morte, os primogênitos que ali estivessem abrigados (Êx. 12:13).
Analisando estes dois registros bíblicos, percebemos fatos semelhantes que ocorreram em ambos. Nos dois confinamentos, houve aviso divino para que o povo pudesse se prevenir da destruição. Os habitantes dos dois fatos históricos, além de terem recebido orientações sobre a alimentação, também tiveram tempo hábil para prepará-la. Quando há planejamento e uma boa gestão, ninguém é pego de surpresa; tudo acontece dentro do esperado e quando ocorre intercorrências, elas são mínimas e podem ser resolvidas sem maiores consequências.
Trazendo esses exemplos bíblicos para nossa sociedade atual, vemos governantes perdidos, tanto para planejar, administrar e gerir, como para encontrar soluções para a situação desta pandemia do covid-19. Em janeiro deste ano de 2020 já havia sido dado o sinal de alerta para o que viria nos meses seguintes; porém o sinal foi desconsiderado e mesmo minimizado, o que levou a uma falta de preparo na área estrutural da saúde, no sentido de capacitar hospitais para proteger vidas e evitar mortes desnecessárias. Quando não há planejamento preventivo, as pessoas envolvidas acabam não sabendo em quê, nem em quem acreditar; isso tem causado caos social, colapso hospitalar, destruição da economia, desemprego, violência e consequentemente vandalismos, saques e uma possível convulsão social.
Lamentavelmente, o homem só lembra de buscar a Deus e Sua Sabedoria através da leitura de Sua Palavra, quando sua vida já está totalmente destruída e sem solução humana. Mas Deus é misericordioso (Lm. 3:22) e quando nos voltamos a Ele, mesmo que estejamos em situação de desespero e humanamente não tendo mais saída, Ele vira o cativeiro e realiza milagres incompreensíveis aos olhos humanos. Com certeza Deus tem uma saída, basta que nos humilhemos diante dEle e O adoremos em espírito e em verdade que, com certeza, Ele virá em nosso socorro, revertendo essa circunstância de calamidade pública que nos encontramos.
Mas vamos falar agora sobre um terceiro confinamento que ainda não aconteceu e que é o arrebatamento da Igreja. Jesus Cristo expressou por diversas vezes que era chegado o Seu Reino aqui na terra. Por mais de dois mil anos a humanidade tem estado desapercebida e sempre agindo exatamente como nos tempos de Noé (Mt. 24:37). Deus tem dado sinais de alerta para esse acontecimento que se aproxima, fazendo cumprir tudo o que está escrito em Sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Quem O aceitar como Rei e Senhor de suas vidas (Jo.3:16), fará parte desse arrebatamento e será resguardado por um tempo, num lugar seguro, para que em paralelo, Jesus possa estabelecer juízo e justiça nesta terra a fim de ter governabilidade durante Seu Reino Milenial (Ap. 20:4).
Em breve poderemos “ficar em casa”, totalmente protegidos de todo o caos que está para sobrevir sobre a terra (Mt. 24:4-14). Nossa esperança está firmada nas promessas divinas, proferidas através de Jesus Cristo, pois além dEle afirmar “que na casa de meu Pai há muitas moradas”, “Ele é o caminho, e a verdade e a vida e ninguém tem acesso ao Pai, se não for através de Jesus Cristo” (Jo. 14:1-6). “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Rm. 10:9–10).
“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento” (Os. 4:6a). “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt. 22:29b). “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm.2:3-4). “Se eu cerrar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo: E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”(2Cr. 7:13–14)
Por Sonia Costa
Em 27/05/2020
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